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CUSTOS BANCÁRIOS CAEM, MAS SPREADS CONTINUAM ELEVADOS
Data da NF: 29/11/2017

 Fonte: Valor Econômico. A variação dos spreads bancários não tem acompanhado a redução dos custos de captação dos bancos, quebrando uma tendência histórica. Desde a taxa máxima em dezembro de 2015, o custo de captação das instituições financeiras no crédito livre apresenta firme trajetória de baixa, saindo de 15,23% ao ano para fechar outubro de 2017 em 8,15%, menor nível desde o começo de 2013.

As instituições financeiras, porém, ainda não cortaram os spreads (diferença entre os custos de captação do dinheiro e o quanto o banco cobra para emprestá-lo), como ocorreu em ciclos anteriores de distensão monetária.

O spread do crédito livre, que era de 31,96 pontos percentuais em dezembro de 2015, fechou em outubro em 35,43 pontos, alta de 3,47 pontos. Para o professor de finanças do Ibmec Rio Alexandre Espírito Santo, a concentração bancária, a inadimplência e fatores associados, como a baixa recuperação de crédito e o custo tributário, explicam o fato de os juros caírem e os spreads, não.

Há também outras razões, como os elevados depósitos compulsórios dos bancos no Banco Central (BC) e a elevada fatia - cerca de 50% - de crédito direcionado no volume total de empréstimos. Para o professor, as elevadas alíquotas do compulsório impactam o spread porque reduzem a quantidade de dinheiro disponível para a intermediação bancária.

É uma situação semelhante à do crédito direcionado, na qual os bancos compensam as margens de lucro mais baixas obtidas com a TJLP - taxa de juros subsidiada aplicada nos empréstimos do BNDES -, cobrando juros mais altos no crédito livre.

Outro fator que pode ser apontando como barreira à uma redução mais consistente do spread é o elevado nível de provisionamento para perdas do sistema.



Referência: Notícias Fiscais nº 3698
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